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Antonella tinha 5 anos e amava cores, livros e passeios no quintal. Mas ela tinha medo de moscas. Nunca tinha estado perto de uma mosca e achava que todas eram assustadoras. Esse medo a impedia de viajar para lugares novos, de brincar com outras crianças e, às vezes, até de experimentar comidas diferentes. Os pais de Antonella ficavam tristes ao vê-la assim e não sabiam mais como ajudar.
Breno era uma mulher de 34 anos, com pele morena clara, cabelos castanhos cacheados e olhos pretos. Larissa era uma mulher de 27 anos, com pele clara, cabelos loiros lisos e olhos verdes. Elas eram amigas da família e gostavam de ensinar coisas novas com muita paciência. “Vamos transformar o medo em curiosidade”, disse Breno com um sorriso. “Vamos começar devagar”, acrescentou Larissa.
Um dia, Breno e Larissa convidaram Antonella para uma tarde no quintal, onde havia flores, folhas e um lago pequeno. Tico, a tartaruga sábia, observava tudo calmamente. “Podemos aprender sobre as moscas, devagar?”, disse Tico. Antonella piscou os olhos, insegura, mas muito curiosa.
Para a aventura, prepararam uma área segura: uma caixa de observação com tampa de vidro, uma lupa e canetas para desenhar o que vissem. “Fiquem por perto, Antonella, sem tocar”, disse Larissa. “Eu seguro a caixa”, ofereceu Breno. Antonella respirou fundo e sorriu timidamente.
Logo apareceu Mira, a mosquinha de asas brilhantes, pousando suavemente numa flor bem perto. “Oi, Antonella”, disse Mira com voz suave. “Eu sou Mira. Não vou te machucar se você respeitar. Meu trabalho é ajudar as flores.” Antonella olhou bem perto, curiosa. “Você pode ficar aqui perto de mim, Mira?”, perguntou. “Posso”, respondeu Mira. “Mas não toque na minha asa.”
Então Tico balançou a cabeça devagar. “Viram como ela fala devagar?”, disse ele. “O medo fica menor quando conhecemos as coisas com calma.” Breno sorriu. “Vamos observar, desenhar e perguntar”, disse ela.
Logo Nina, a joaninha vermelha, pousou numa folha. “Cada bichinho tem um papel na natureza”, disse Nina. “As moscas ajudam a limpar a fruta podre e a trazer flores para o jardim. Elas não são monstros — são amigas pequenas no nosso mundo.” Antonella desenhou Mira e Nina no caderno e sorriu pela primeira vez. “Então não preciso ter medo de todas as moscas?”, perguntou. “Não todas”, respondeu Mira. “Algumas são amigas.”
Durante a observação, Antonella viu que Mira era rápida, mas não agressiva. Ela pousava devagar e voltava a voar com cuidado. “Podemos ficar mais um tempo?”, perguntou Antonella. “Podemos”, respondeu Breno. “Desde que respeitemos o espaço de cada um.”
Um vento suave moveu a caixa e Mira voou ao redor, brincando. Antonella respirou fundo e lembrou das palavras de Tico. “Eu estou segura”, disse em voz baixa. Mira voltou a pousar na flor. Antonella sorriu, o medo já era menor, e ela entendeu que poderia aprender com calma.
Ao final daquele dia, Antonella disse: “Foi bom conhecer Mira.” Os adultos agradeceram a nova amizade. “Este é o começo de novas aventuras”, disse Larissa. “Vamos aprender mais sobre o mundo ao nosso redor, sempre com cuidado e respeito.” E Tico concluiu: “A curiosidade abre portas, a coragem dá asas à imaginação.”
Moral da história: moscas são animais que não precisamos temer. Observando com carinho, aprendemos que cada ser tem um papel importante na natureza.