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Num vale onde as estrelas cochichavam entre si, vivia Lis, uma menina de sete anos com cabelo castanho liso, olhos castanhos e pele morena clara. Ela adorava aventuras, descobertas e o brilho das coisas que não se explicavam. Naquele dia, resolveu organizar algo especial: o Festival do Respeito, para que todos aprendessem a ouvir antes de agir.
Na clareira do Bosque das Luzes, Lis reuniu seus amigos: Bruno, o coelho rápido e curioso; Luma, a vaga-lume que mudava de cor conforme o humor do bosque; e Sábia Coruja, uma ave velha que sabia ouvir o vento melhor do que ninguém. Juntos, decidiriam aprender a escutar antes de decidir.
‘Vamos fazer uma Roda de Decisões’, explicou Lis, com os olhos brilhando. ‘Cada um dirá o que quer fazer para ajudar o bosque, e só então escolheremos juntos.’ Bruno estalou as patinhas, ansioso: ‘Pode ser divertido, mas eu já sei o que quero fazer: plantar logo para ver os brotos!’
A primeira ideia de Bruno era levar sementes especiais para o campo próximo ao riacho e plantar tudo de uma vez. Luma, que flutuava ao redor, piscou com uma luz suave: ‘Esperar um pouco para observar a lua pode nos mostrar o momento certo.’ Sábia Coruja concordou, com o brilho nos olhos: ‘Quem decide o tempo, também decide o cuidado.’
Lis sentiu o peso do impulso crescer no peito. ‘Mas precisamos agir hoje para que o Bosque tenha brilho já,’ insistiu. Bruno respondeu rápido: ‘Apressar é melhor!’ Luma balançou as antenas luminosas, criando um arco de cores: ‘Cada escolha tem seu tempo.’
Foi quando apareceu Capitão Tartaruga, o velhinho sábio do lago, e falou devagar: ‘Pequenos, respeito não é fraqueza; é ouvir o outro antes de agir.’ Lis viu as palavras pesarem na água e baixou o olhar. ‘Desculpem’, admitiu, ‘eu queria apenas ver tudo brilhar já.’
Ela pediu a vez de ouvir cada um sem interromper. ‘Bruno, por que você quer plantar logo?’, perguntou Lis. ‘Para que as crianças possam sentir o bosque caminhar mais rápido’, disse Bruno, ‘mas eu posso esperar se todos estiverem prontos.’
Luma abriu as asas e sussurrou: ‘Cada um traz uma parte do brilho. Se respeitarmos as escolhas, o brilho fica mais rico.’ Sábia Coruja concordou: ‘Ouvir bem pode revelar tempos diferentes, e tempos diferentes não significam que alguém errou.’
Juntos, eles encontraram uma solução que respeitava as decisões de cada um: observar a lua, regar com cuidado quando o brilho da noite fosse perfeito, e plantar apenas depois que todos concordassem com o momento. Lis sorriu e prometeu ouvir primeiro, porque respeitar as decisões dos outros é o caminho para que todos cresçam juntos.