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Numa clareira cintilante, sob a Lua Sorridente, morava Luna, a coelhinha curiosa. Ela tinha orelhas longas, olhos brilhantes e uma lanterninha em forma de livro no pescoço. Luna amava histórias mais do que cenouras, porque cada página era uma asa para a imaginação. Ela costumava dizer baixinho: 'As histórias são pontes para lugares incríveis.' E sonhava em aprender a ler, para viajar sem sair do ninho.
Numa noite calma, Luna encontrou um livrinho brilhante, meio escondido entre as folhas. 'Você quer vir comigo?', perguntou ela, quase sem acreditar. Pipoca, o vaga-lume que a acompanhava, piscou uma luz suave e respondeu: 'Vamos! Vou iluminar as palavras para você ver cada letra.'
A brisa cheirava a flores e aventura. A Lua inclinou-se para ouvir quando, do alto do carvalho, surgiu Orion, a coruja sábia, que pousou com as asas abertas: 'Bem-vinda, Luna. Aqui, as palavras são sementes e as histórias, flores.'
'Cada página é uma porta', disse Orion, batendo as asas levemente. 'Leia com calma, ouça as letras como música, e permita que a imaginação viaje.' Luna sentiu o coração ficar quentinho. Pipoca acendeu uma linha de luz ao longo do livro: 'Vamos começar?'
Foi então que Mio, o ratinho curioso que colecionava livrinhos velhos, apareceu entre as raízes. 'Eu sou Mio', disse ele, abanando o rabo. 'Eu adoro livros, mas nem sempre sei por onde começar a ler.' Luna sorriu: 'Vamos ler juntos. Você pode guardar seus livros enquanto praticamos os sons.'
'Vamos começar com sons simples', sugeriu Luna. Ela apontou para três palavras pequenas: 'sol', 'luz', 'mar'. Pipoca girou ao redor, iluminando cada letra. Mio repetiu baixo: 'sol', 'luz', 'mar'. Orion comentou: 'Ótimo! A música das palavras ajuda a entender o mundo.'
Juntos, eles formaram pequenas histórias com as palavras. 'O sol vê o mar e a luz dança na água', leu Luna, sorrindo. Mio deu risadas quando as letras formaram outra frase divertida. Pipoca piscou mais forte; a luz parecia brincar com as letras de cada página.
Para tornar a leitura ainda mais mágica, Luna abriu o livrinho de uma página especial. Nela, flores de papel dobravam as pétalas para revelar desenhos simples. Orion disse: 'Quando lemos, desenhamos o mundo com a nossa fantasia.' Mio acrescentou: 'Eu vejo uma ponte entre as palavras e os lugares.'
De repente, uma página soltou-se e flutuou como uma pomba luminosa. 'Vamos seguir essa página', disse Luna. Pipoca guiou o grupo com sua luz. Eles atravessaram um caminho de letras que os levou a um lago de estrelas, onde as palavras flutuavam como peixinhos.
Sobre o lago, as letras formaram uma história de coragem: 'Quem lê abre portas para sonhos'. Mio piscou os olhos, maravilhado: 'Eu não sabia que ler poderia ser tão divertido!' Luna abraçou os amigos: 'A leitura é uma aventura que fazemos juntos.' Orion sorriu: 'E a amizade é o melhor capítulo.'
Enquanto voltavam à clareira, Luna percebeu que não precisava terminar o livro naquela noite. 'Podemos ler mais amanhã', disse ela, carinhosamente. Mio concordou: 'Eu gosto de começar devagar e guardar as palavras para quando precisar lembrar.' Pipoca brilhava, e a luz do caminho parecia dizer: 'Continue lendo, continue sonhando.'
Deitaram-se na grama macia, cercados pelo brilho suave das letras que ainda flutuavam no ar. Luna falou baixinho: 'Ler é como abrir uma janela para o mundo, sem sair de casa.' Mio concordou. Orion, com os olhos brilhando, acrescentou: 'Cada leitura nos aproxima dos amigos e dos sonhos.'
O momento final chegou quando Luna encostou o livrinho no peito, sentindo o coração bater no compasso das palavras. 'A leitura tem me feito muito feliz', disse ela. 'Hoje aprendemos que não há pressa: a magia está em começar.'
Com a noite suave ao redor e as estrelas como testemunhas, Luna sorriu para seus amigos e sussurrou: 'Dorme bem.'