sttoria: audiobooks customizados
Crie sua conta gratuitamente
0:00


Era uma manhã brilhante no Parque do Arco-íris. Lucca era uma menina de 3 anos, com cabelos castanhos ondulados, pele morena e olhos castanhos curiosos. Théo, uma menina de 5 anos, também com cabelos castanhos lisos e olhos castanhos, chegou segurando a mão de Lucca. Elas usavam roupas esportivas coloridas e tênis fofos. Hoje o parque cheirava a flores e promessas, e as crianças estavam animadas para praticar esportes e se divertir juntas.
Logo perto do gramado verde estavam Pingo, o esquilo veloz com a cauda abanando, e Lila, a coruja curiosa que pousou numa árvore próxima. Teca, a tartaruga paciente, sorria devagar, e Nina, a treinadora doce, chegou com uma prancheta na mão. 'Estamos prontos?', perguntou Nina. 'Sim!', responderam as crianças em coro. 'Vamos brincar com alegria e cuidado, o importante é tentar', repetiu Nina, distribuindo os nomes das equipes.
Ela explicou as atividades: uma corrida de saco até uma bandeira colorida, um pêndulo de equilíbrio na linha e um arremesso de bolinhas de papel em uma lata colorida. 'Cada jogo tem sua hora', disse Nina. 'Podem escolher quem começa, mas todos vão terminar juntos.' Lucca abriu os olhos de surpresa. 'Eu quero tentar correr, mesmo que eu tropece', ela murmurou para Théo, que segurou a mãozinha da amiga.
'Eu também fico nervosa', confessou Théo, 'mas eu quero muito brincar com você.' Théo sorriu, e Lucca sentiu o coração ficar mais quentinho. Pingo deu uma piscadela rápida e disse: 'Eu estou aqui para aplaudir cada passinho seu.' Lila bateu as asas levemente, como se dissesse: 'Custe o que custar, vamos lá.' Teca, devagar, colocou uma mão no ombro de Lucca: 'respire fundo, o corpo lembra o que fazer quando a gente não desiste.'
A brincadeira começou com a corrida de saco. Lucca se agarrou ao saco de pano, tentou concentrar o passo e ouviu o som de passos de Théo ao lado. 'Vamos juntas', gritaram as amigas. O público de brinquedos na arquibancada imaginária aplaudia: Pingo rodopiou na ponta do tronco de uma árvore, Nina acenou com a mão, e Lila fez um suave cocoró de incentivo. A corrida começou; Lucca deu o primeiro passo, tropeçou, mas se levantou com a ajuda de Théo.
Ela tropeçou e caiu de costas no gramado macio. Os joelhos ficaram sujos, os olhos marejaram, e o coração bateu forte. 'Eu falhei', sussurrou Lucca, quase pronta para chorar. Théo correu para perto, segurou a mão da amiga e disse: 'Você não falhou, você parou para aprender.' Pingo correu ao lado e gritou: 'Levanta, Lucca! A gente está com você!' Lila inclinou a cabeça e disse: 'O medo às vezes quer nos parar, mas a gente pode continuar mesmo com o corpo cansado.'
Nina aproximou-se devagar. 'Vamos transformar o tropeço em uma nova chance', disse ela. 'Vamos começar o próximo jogo com calma, apenas equilibrando o corpo em uma linha no chão.' Teca ajudou Lucca a subir, a tartaruga repetiu: 'Devagar é o caminho.' Lucca sequer sorriu de volta, mas assentiu. Théo estendeu a mão e disse: 'Eu fico com você, cada passo conta.'
O novo jogo era o equilíbrio na linha: uma fita colorida no chão, e cada criança caminhava sobre ela, sem deixar o pé tocar fora. Lucca respirou fundo, colocou o pé na linha, depois o outro, e sentiu uma curiosa alegria crescendo no peito. Pingo correu atrás, mas sem pressa, e Nina repetia: 'Não é sobre velocidade, é sobre equilíbrio.' Lila bateu as asas suavemente, como que dizendo: 'Você consegue.'
Depois vieram o arremesso de bolinhas de papel. Lucca escolheu uma bolinha azul e, com as mãos, tentou mirar a lata colorida. Não acertou de primeira, mas a lata dançou e caiu de leve. Théo acenou para Lucca, encorajando-a: 'Vai, tenta de novo. Eu estou aqui!' Pingo aplaudiu; Teca mandou um sorriso lento; Nina acenou com o pulso, satisfeita com o esforço de todos.
Chegou o momento do revezamento. Cada dupla deveria passar um balão de ar entre as mãos, sem deixá-lo cair. Lucca passou para Théo com cuidado, contando devagar: 'um, dois, três'. Théo passou o balão para Pingo, que o empurrou com o focinho suave. A linha de chegada ficou cheia de risos, e todos os amigos vibravam com as pequenas vitórias de cada um. Lucca não venceu a corrida, mas descobriu que o importante era continuar tentando.
Quando a manhã terminou, Nina reuniu todos e olhou nos olhos de cada criança. 'Vocês fizeram exatamente o que precisamos ensinar: coragem para tentar, humildade para errar e gentileza para continuar', disse ela. Lucca sentiu o peito cheio de orgulho, Théo segurou firme a mão amiga, e Pingo, Lila e Teca aplaudiram. 'Hoje aprendemos que os medos vão embora quando não desistimos.'
Naquela tarde, Lucca contou aos pais que encontrou uma forma de brincar com esportes sem medo: praticando, respirando e ajudando os amigos. Théo sorriu ao lado, e juntas prometeram dar um passo de cada vez todos os dias. Porque, disseram, se não desistirem, mesmo as dificuldades podem virar braços que os seguram com coragem. E assim, mesmo com tropeços, aprenderam que os medos podem ser vencidos pela amizade, pela prática e pela vontade de continuar.