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A Noite de Heitor e Karol: Dormir sem mamar é melhor

Anakarolina

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A Noite de Heitor e Karol: Dormir sem mamar é melhor

Anakarolina

Era uma vez, numa casinha quentinha, uma bebê chamada Heitor. Heitor tinha pele morena clara, cabelo castanho liso e olhos castanhos curiosos. Ela adorava ouvir o tilintim das luzinhas na janela e sentir a brisa suave da noite. Perto dali morava Karol, uma mulher doce de 30 anos, com sorriso sereno e braços sempre abertos para um abraço. Karol cuidava de Heitor com muita paciência, preparando cada noite para ser calma e segura.

Naquela noite, Heitor não queria dormir. Ela mexia as mãozinhas, bocejava e pedia mamar. O quarto era quente e acolhedor, a lua entrava pela janela, e as estrelinhas piscavam como pequenos olhos atentos. Karol sussurrava palavras tranquilas, mas o coração de Heitor ainda buscava o aconchego do dia.

Foi então que chegaram os amigos do quarto: Mimi, a coelhinha de pelúcia que adora biscoitos de cenoura; Lua, a corujinha sábia que sabe contar histórias com voz macia; e Lino, o ratinho curioso que coleciona sonhos. Eles caminharam devagar, sem fazer barulho, para perto de Heitor, prontos para acompanhar a noite.

Karol propôs uma rotina simples de sono. 'Vamos começar com um banho morno', ela disse, 'depois vamos vestir a manta macia e abraçar o ursinho Dourado'. Mimi abriu a cortina de pano para a luz ficar suave. 'Vamos cantar uma canção de ninar', continuou Karol, 'e respirar bem devagar'. Heitor olhou para os amigos e bocejou, sentindo o corpo ficar mais leve.

'Mamãe, mamãe' — murmurou Heitor, quase adormecida. 'Não hoje, vamos ouvir a história da Lua', respondeu Mimi, sorrindo. Lua começou a contar uma aventura de luazinhas que guiam os sonhos, com vozes gentis. Lino repetia o refrão: 'Respire fundo, respire fundo'. Os três amigos balançaram suavemente a caminha, criando uma música calma ao redor de Heitor.

Enquanto a história fluía, Karol ensinou a respiração de três tempos: inspirar pelo nariz, segurar por um instante, soltar pela boca. Heitor tentou copiar, murmurando sílabas sonoras. Aos poucos, a respiração ficou mais lenta e o corpo ficou mole, pronto para deixar o sono vir.

No começo, a vontade de mamar ainda aparecia, mas Karol segurou a mão de Heitor com carinho. 'Você está segura, meu amor', disse ela. Mimi, Lua e Lino formaram um círculo ao redor da cama, cantando baixinho para não acordar as estrelas lá fora. Heitor sentiu o corpo afrouxar e deixou de buscar o mamar; passou a buscar apenas o aconchego.

Logo, os suspiros viraram bocejos suaves. Heitor abraçou o ursinho Dourado e bocejou outra vez. Karol deu-lhe um beijo na testa e cobriu-a com a manta macia. A casa ficou silenciosa, apenas o ranger da madeira e as vozes distantes dos amigos encantando a noite. E o sono chegou, devagar, como uma borboleta que pousa no rosto da noite.

De manhã, Heitor acordou sorrindo, com o sol beijando as bochechas. Ela viu Karol abrindo as cortinas e os amigos olhando pela cama com olhos brilhantes. 'Foi uma boa noite', disse Karol. 'Foi bom dormir sem precisar mamar', completou Mimi, piscando para a lua. Heitor sentiu-se leve, fortalecida pela paz daquele descanso compartilhado.

Naquela casinha, Heitor aprendeu que dormir bem é como um abraço que cuida do corpo e do coração. Karol, Mimi, Lua e Lino a ajudaram a entender que a noite pode ser suave sozinha, com amor e calma. Dormir sem mamar é melhor.