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Emília era uma bebê de seis meses, menina curiosa com olhos castanhos que brilhavam de alegria. Sua pele tinha um tom moreno suave e, embora seus cabelos fossem quase invisíveis, ela usava óculos de grau com armação amarela redonda que deixava seus olhos maiores ainda. Numa manhã que parecia mágica, a cozinha da casa ganhou cheiro de flores e cores dançantes. O fogão sussurrava segredos, e uma luz macia fazia cada pratinho parecer um pequeno sol.
Foi ali que apareceram seus amigos especiais: Lili, a lhama de pelúcia cor-de-rosa que falava baixinho; Tico, o Coelhinho brincalhão com orelhas compridas; Sapo Suso, verde e curioso; e a Fada da Cozinha, pequenina, com asas que tilintavam ao sorrir. “Bom dia, Emília!” saudaram todos. Emília balbuciou um “ba-ba” feliz, ergueu as mãozinhas e abriu um sorriso que iluminou a cozinha.
A Fada da Cozinha ergueu a varinha e anunciou: “Hoje vamos descobrir um arco-íris de sabores!” Tico bateu palmas: “Viva! Vamos provar de tudo!” Sapo Suso crocitou: “Cada cor oferece uma força diferente!” Lili estufou o peito: “E a melhor parte é experimentar com amigos.” Emília balançou os bracinhos, muito animada, como se dissesse: “Vamos nessa!”.
Junto à bancada, uma porta de madeira mágica abriu-se para uma floresta de pratinhos: cenouras sorridentes, maçãs brilhantes, grãos que cintilavam como pérolas. A Fada convidou cada um a apresentar seu alimento favorito. “Este é o meu amigo Cenourinha”, disse a cenoura, “eu dou coragem para brincar sob o sol.” A Maçã chamada Maçãzinha piscou, e o Arrozinho cochichou: “Sou macio e sustento sonhos.” Emília ouviu tudo com os olhos bem abertos, curiosa para experimentar.
Emília tocou numa cenoura laranja e experimentou o purê pela primeira vez. Ela balbuciou: “hum…”; sua carinha fez uma careta curiosa, mas depois sorriu ao sentir o doce suave no paladar. “Pode gostar de novo?”, cochichou Sapo Suso. “Claro!”, respondeu Lili, dançando ligeiro e puxando Emília para uma pequena brincadeira de roda.
Então Tico sugeriu uma dança do sabor. “Vamos girar devagar, provando cada cor com o peito aberto para o ar!” Todos giraram, cantando uma rima simples. Emília bateu as mãozinhas, riu, e até o balbucio ganhou ritmo com o refrão: “Prova, prova, integração de gostos!” A Fada da Cozinha espalhou glitter comestível que deixava tudo mais brilhante.
Eles chegaram ao Jardim das Cores, onde frutas falavam com vozes macias. A Maçã Maçãzinha contou histórias de vitaminas que dão energia para brincar; a Pera Pipo sorriu sobre fibra que ajuda o corpo crescer; as Brócolis Brilhosos acenaram com as folhas, dizendo que ajudam a fortalecer as perninhas. Emília, com seus olhos curiosos, provou pequenas mordidas de cada fruto, enquanto seus amigos aplaudiam cada descoberta.
A Fada explicou: variedade é como um mapa mágico. Era preciso experimentar bastante coisa em pequenas porções, para descobrir o que combina com cada dia. Emília ouviu com atenção, balançando a cabeça. Ela provou purê de abóbora, purê de maçã e um pouquinho de arroz macio. Cada sabor parecia uma estrelinha diferente acendendo na língua, e os amigos sopravam risadinhas de aprovação.
Mas nem tudo foi fácil. Alguns sabores pareciam estranhos a princípio, e Emília começou a franzir o bigodezinho de bebê. “Não gosto!” disse em silêncio. A Fada segurou a mãozinha dela: “Tudo bem, pequena. Às vezes o gosto muda com o tempo.” Lili acrescentou: “Quem sabe amanhã já seja diferente?” E em cada resposta, a turma respirou fundo e tentou outra coisa.
À medida que a tarde passava, Emília foi ganhando confiança. Ela aprendeu que comer bem não era apenas criar força para brincar, era também muito divertido quando feito com amigos. O Jardim das Cores ficou ainda mais brilhante, porque cada nova mordida trazia uma nova risada. E a cada sorriso, a Fada guardava no bolso uma promessa para o dia seguinte.
No final da história, a Fada da Cozinha aproximou-se e disse com voz suave: “É importante consumir uma variedade de alimentos para ser saudável, mesmo que não se goste do sabor em um primeiro momento.” Emília assentiu com os olhos brilhando, entendendo a magia da diversidade alimentar.
Quando a noite caiu, Emília adormeceu aconchegada nos braços de Lili, cercada de amigos. O reino da cozinha mágica adormeceu com elas, prometendo novas aventuras de sabores amanhã. E assim termina a história com um coração cheio de saúde, alegria e sonhos de comidinhas coloridas.