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Era uma manhã brilhante quando Antonella, uma menina de 5 anos com pele morena clara, cabelo castanho cacheado e olhos castanhos, acordou com uma ideia brilhante: ir brincar num jardim de frutas que aparece apenas para quem sonha. Do lado dela, Larissa, uma mulher de 28 anos com pele morna clara, cabelo loiro liso e olhos verdes, sorriu e disse: “Vamos nessa! Vamos ver que cores e sabores vamos encontrar hoje.” Elas eram amigas curiosas, cheias de risos, perguntas e coragem para novas aventuras.
Ao chegarem ao portão, um arco-íris enorme de frutas parecia atravessar o céu, como se o sol tivesse feito uma ponte de cores. Havia maçãs vermelhas que cintilavam, laranjas tão lusteantes que pareciam colocar fogo no ar, bananas amarelas em forma de pequenas luas, uvas roxas que brilhavam como pérolas, kiwis verdes que pareciam olhos curiosos, mangas douradas que exalavam doçura, abacaxis amarelos que brilhavam como mini sol, e até pitayas cor-de-rosa que pareciam estrelas caídas. Antonella segurou a mão de Larissa. “Que monumento colorido!” exclamou. “Vamos descobrir o segredo dessas cores.”
No meio do caminho, Zeny, o gato sábio de 56 anos, apareceu com seus bigodes compridos ao vento. Cora, a outra gata, saltou ao seu lado, com o rabo levantado e um miado suave. “Este é o Jardim dos Frutos Falantes,” anunciou Zeny, com uma voz serena. “Para atravessar o Arco-íris, vocês precisam aprender a partilhar as cores com todos os amigos que encontrarem.” Cora piscou os olhos verde-água e deu um miado que parecia risada. Antonella segurou firme a mão de Larissa e respondeu: “Podemos fazer isso. Somos uma boa equipe.”
Logo, Pipim, um passarinho azul que cabeceava com alegria, pousou numa flor ao lado das duas meninas. “Oi! Eu sou Pipim,” disse ele, “e vou guiar vocês pelo caminho das cores. Por cada fruta que vocês tocarem, pensem em alguém que possa gostar também.” Uma borboleta chamada Mimi, cheia de cores como um arco-íris ambulante, voou em círculos, piando de excitação. Lola, a joaninha curiosa, desceu de uma folha e, com um tique-taque de risadinhas, começou a contar as cores que já estavam no chão. “Vamos juntos!” exclamou Antonella, com os olhos brilhando.
Eles decidiram começar pela cor vermelha. Antonella tocou uma maçã vermelha, Larissa pegou uma fruta vermelha no cesto ao lado, e Zeny explicou: “Compartilhar aumenta o brilho. Quem recebe também deve partilhar.” Enquanto caminhavam, Tico, a tartaruga pequena, aproximou-se devagar com uma cesta vazia para guardar as frutas que encontrariam. Mimi trouxe uma melancia que cintilava sob o sol, e Lola distribuiu várias pequenas sementes de cores vibrantes para cada amigo que ajudava. “Vamos nos revezar para que todos possam experimentar cada cor,” disse Larissa, demonstrando paciência e empatia. Os jovens e os adultos riram, e o jardim respondeu com mais risos, como se as frutas estivessem falando umas com as outras.
À medida que a jornada prosseguia, o vento começou a brincar de esguicho, soprando as frutas para longe e fazendo o arco-íris parecer desigual. “Cuidado com o vento,” avisou Zeny. “Mas não desanimem. Se trabalharmos juntos, o Arco-íris ficará mais firme.” Com paciência, Pipim voou ao redor das frutas, anotando mentalmente cada cor que já tinha sido compartilhada. “Cada cor precisa de um amigo para ficar completa,” cantou Mimi, girando no ar. Cora arrematou uma pera verde que brilhava como uma joia, e Antonella riu ao ver a expressão de surpresa da amiga. “Nós conseguimos!” gritou ela.
O desafio de manter o arco fez surgir um momento de dúvida. “E se o arco nunca ficar completo?” perguntou Larissa, olhando para as cores que começavam a se desvanecer. “Não é a cor que falta,” respondeu Zeny com calma, “é a coragem de dividir. A coragem é como uma fruta enorme: quando você a divide, todos se alimentam.” Antonella inspirou profundamente. “Vamos tentar de novo, mas desta vez, vamos compartilhar não só as cores, mas também as histórias por trás delas.” Segurando as mãos, todos começaram a falar sobre seus amigos e familiares que gostariam de experimentar as frutas. Cada fala era uma cor nova que se acrescentava ao arco.
Com as palavras de cada um, o arco-íris de frutas começou a se fortalecer. Lara, a joaninha, abriu espaço para que mais insetos pudessem provar as frutas sem pressa. Pipim cantou uma canção suave enquanto Mimi espalhava pétalas coloridas que serviam de guardanapo para limpar as mãos dos amigos. Tico ajudou a empilhar as frutas de forma ordenada, para que ninguém se sentisse esquecido. Zeny, Cora e os outros criaram um círculo de amizade onde cada pessoa pude escolher uma fruta e oferecer uma fruta a alguém que estava do outro lado do círculo. "Cada cor é uma história que se divide e se multiplica quando compartilhamos," disse Zeny, com um ronron suave.
Conforme a tarde avançava, o arco-íris finalmente ganhou forma completa, brilhando com todas as cores do mundo. Antonella olhou para Larissa e sorriu: “Agora entendemos a lição.” Larissa assentiu: “A alegria não está em ter tudo para si, mas em dividir tudo que temos com quem amamos.” E assim, o jardim inteiro se reuniu em uma grande festa de frutas. Zeny e Cora prepararam um banquete onde cada animal, desde os grilos até as borboletas, podia provar cada cor. As crianças aprenderam versos simples, como o som de cada fruta tocando, e todos cantaram juntos uma canção sobre amizade, partilha e alegria.
No final, Antonella percebeu que o arco-íris não era apenas uma ponte de cores, mas um lembrete de que as coisas mais bonitas acontecem quando nos lembramos de compartilhar. Larissa, que sempre soube planejar, ficou feliz em ver que a cooperação transforma sonhos em realidade. Zeny e Cora, satisfeitos, enrolaram seus rabinhos e ronronaram satisfeitos, sabendo que o jardim ficaria seguro enquanto a harmonia desse novo grupo crescesse. A lição intrínseca ficou gravada: a verdadeira magia das cores nasce quando as cores do nosso coração se abrem para acolher os outros. E, assim, o Arco-íris das Frutas Encantadas manteve-se inteiro por toda a tarde, brilhando para sempre, porque todos aprenderam que compartilhar torna tudo mais doce e brilhante.